quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Entre a cruz e a caldeirinha"

Boa noite!

Bom, hoje toda e qualquer teoria vai por água abaixo.Durante o dia aconteceram tantas coisas que eu tive que vir postar!

Primeiramente vou situar vocês na minha "Brainstorm":

A algum tempo tramita pela política brasileira a decisão sobre a divisão dos royalties do pré-sal.Nessa madrugada, a situalçao sofreu uma virada brusca...

No início da novela tínhamos o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), com a proposta de dividir o dinheiro conseguido com a extração do petróleo do pré-sal igualmente entre os Estados...

Já nesse momento eu me coloco totalmente contra!Vivemos hoje no Golfo do México uma situação que ilustra bem a minha preocupação...Os Estados produtores terão que ter uma reserva gigantesca de dinheiro para tentar garantir a seguridade do meio ambiente; o risco de vazamento existe e com isso a situação pode se tornar catastrófica para Espírito Santo e Rio de Janeiro.É importante ressaltar que mais ou menos dinheiro nunca poderá compensar qualquer desastre ambiental que venha a acontecer, pelo contrário, mas acho também que isso precisa ser melhor estudado.Quem sabe dessa forma podemos evitar que aconteça aqui na nossa porta o que vemos hoje no caso da British Petrolium, essa empresa vai precisar de 20 bilhões de dólares e muitos anos para tentar desfazer tamanho desastre, sem falar no desequilíbrio ambiental causado e na destruição da vida de pessoas que trabalham com atividades pesqueiras e etc...Por isso, devemos nos preocupar desde já, porque não somos somente brasileiros, somos habitantes do mundo!E não podemos aguentar mais tanta destruição...Uma outra questão que entra nesse momento é, já que a federação insiste tanto em Copa 2014, Olimpíadas 2016, de onde vai sair todo esse dinheiro?É senhores políticos, antes vocês tivessem se comprometido somente com a educação e a saúde, agora vão ter que dar satisfação para o mundo todo, não só para um "punhadinho" de subdesenvolvidos nativos...

O segundo momento dessa novela é ainda mais inacreditável: Pedro Simon (PMDB-RS), diz que os Estados produtores não vão perder dinheiro nenhum,pois agora, a União irá ressarcí-los.

Ok, agora fica a dúvida, de onde sairá esse dinheiro?Eles estão comprometendo até o que não tem.Atenção, EUA,nos próximos anos o Brasil pode roubar o seu posto como país com maior dívida externa!

E finalmente, o terceiro momento ocorreu nessa madrugada.Aproveitando a calada da noite e o ritmo pré Copa do Mundo, no qual tudo está meio em suspensão, votou-se a emenda, e adivinhem?Foi aprovada, por 41x28.

Bom, mas esquisito que isso não poderia ficar, não é?

1)Formou-se um mal estar completo que divide a nação.

2)Formou-se uma confusão, uma verdadeira cisão dentro do PMDB, afinal aqueles que começaram toda essa história são "arqui-inimigos" do governador do Rio, Sérgio Cabral, que inclusive já declarou que não irá na reunião com os não-tão-companheiros de partido.

3)O atual presidente, Lula, se vê numa situação no mínimo, difícil, pois ele tem o poder do veto.

SE Lula vetar, ele estará se colocando ao lado da constituição, afinal, o texto da emenda a fere em vários pontos, contendo inclusive quebras de contrato.Porém, ele terá 24 Estados contra ele, digo,contra Dilma, sua candidata a presidência...logo agora, que ela estava subindo nas pesquisas?!ah...

SE Lula não vetar, ele declara-se a favor de todas as obscuridades e irregularidades que essa emenda impôs, além de comprar briga com o querido Estado sede de tanta papagaiada esportiva...

É agora José?Digo...Lula, podia ter segurado os melhores capítulos da novela para depois das eleições, não é?Hahaha...agora te vira malandro!



Os dois lado da moeda...



Esperamos ansiosamente os próximos capítulos se desenrolarem, xo :)

domingo, 6 de junho de 2010

Bonitinha, mas ordinária!

Boa noite!

"Il Trovadore" é uma ópera de Giuseppe Verdi.Essa obra é parte da "trilogia verdiana", que inclui também "Rigolleto" e "La Traviata".O primeira espetáculo aconteceu em Roma, no Teatro Apollo, no ano de 1853, baseado no romance "El Trobador" de Antonio Garia Gutierrez.

Eu fui assistir ontem esse espetáculo no Theatro Municipal o qual, 80.000 folhas de ouro 23 quilates e 900 dias depois do início das obras, ficou pronto, está lindo!

Bom, achei que mais construtivo do que falar sobre a trama da Ópera seria investigar a própria construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.Que começa assim...

O cenário cultural do século XIX era, por si só, efervescente, porém o Rio de Janeiro, como capital do país, ainda não tinha uma casa de espetáculos bem estruturada para comportar as novidades que surgiam.Foi quando em 1894 (5 anos após a Proclamação da República) Arthur Azevedo, autor de peças teatrais, lançou a campanha para construção de uma casa de espetáculos municipal, para servir de palco para sua Companhia de atores(criado nos moldes das comédias francesas).Porém, o resultado dessa campanha foi bem diferente do esperado, o que se conseguiu foi apenas a criação de uma Lei Municipal;lei essa que determinava,inclusive, a cobrança de uma taxa de imposto para o financiamento das obras, sabe-se hoje que essa verba nunca foi usada para tal finalidade...Intrigante não?!
Foi então que os interesses políticos,efervescências republicanas e modismos trouxeram , como uma onda "Belle Èpoque" , o projeto do teatro de volta a vida, no início do século XX.Seguindo os moldes das capitais européias, o então Prefeito da cidade, Pereira Passos, construiu avenidas (Rio Branco), derrubou cortiços (consolidou a periferização) e transformou o Rio de Janeiro em um verdadeiro "Boulevard".
Para a escolha do projeto que viria a dar origem ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro fez-se um concurso, cujo vencedor foi Francisco de Oliveira Passos (filho do prefeito?! ).Contando agora com a colaboração de Albert Guilbert e inspirações na arquitetura da Ópera de Paris ( de Charles Garnier) a obra foi iniciada em 1905.
As primeiras vigas de madeira foram fixadas sobre um lençol freático, e a parte artística ficou a cargo de grandes nomes como Eliseu Visconti,Rodolfo Amoedo e Bernadelli....E finalmente no dia 14/07/1909 ocorreu a inauguração do Theatro.
De 101 anos para cá a estrutura já sofreu vários processos de restauração, devido a infiltrações; necessidade de aumento de capacidade; tecnização de mecanismos;deteriorizações e etc.

Hoje , o que nos resta é aproveitar a construção tão graciosa que é o Theatro para desfrutar das mais variadas e ricas obras culturais, seja a dança, a música...Agora, cá para nós, onde será que foi parar o dinheiro das taxas?E será que o melhor projeto era mesmo o do filho do prefeito?E será que construir em cima de um lençol freático não foi um fator que agravou a deteriorização da estrutura/trouxe degradação ambiental??Bom, essas são questões que não há reforma que responda...


O Theatro nos seus primórdios e o "Boulevard" de Pereira Passos.


Boa noite a todos :)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Carnaval sem fim"

Oláa!
Tenho elaborado um post sobre expressão corporal que vai ficar bem legal, mas ainda estou sem o material da aula, e não quero correr o risco de passar conceitos que não sejam 100% corretos.
Mas hoje vou colocar aqui uma pequena redação minha que foi selecionada no projeto de 2008, do CAp UERJ; achei bem adequada pra esse clima de exaltação nacional de Copa, Olimpíadas e tudo mais...


"Já dizia a música de Gilberto Gil que "o Rio de Janeiro continua lindo".Mas será que algum de nós, habitantes dessa grande cidade, já paramos para analisar essa afirmação?

Nas ruas encontramos pessoas desabrigadas, poluição visual e sonora, depredação do patrimônio público, entre outros absurdos.Na correria do dia-a-dia, passam despercebidas a pobreza, a desigualdade, a fome e a desordem que está bem na frente de nossos olhos.Esses problemas estão sujeitos ao esquecimento e a uma consequente banalização.Isso os torna cada vez menos importantes para nós, trabalhadores "sempre ocupados demais".

A cidade do Rio de Janeiro é exposta em cartões postais e admirada por milhões de pessoas em todo mundo.Mas e o Rio de Janeiro dos cariocas, aqueles que vivem e trabalham aqui, vêem?Como ele é?Como nos sentimentos em relação a ele?

Praias, florestas e mulatas definitivamente não fazem parte do cotidiano de todo trabalhador.Deixar que essa imagem carnavalesca, ilusória e banal se concretize não mudará o caos em que vivemos.

O Rio de Janeiro não continua lindo e, para que ele volte algum dia a ser como imaginamos que era, é necessário fugir do caminho da desleixada aceitação.Precisamos abrir os olhos para essa dura realidade a fim de reconstruí-la, de modo a fazer com que a magia não se desmanche ao fim dessa extensa Sapucaí que é a vida."






Hope you like it, xo :)

domingo, 30 de maio de 2010

"Falar é sujeitar-se"

Olá!

Não, eu não abandonei meu blog...mas é que as coisas andam muito corridas, trabalhos e mais trabalhos, provas e mais provas...Enfim.
Fiquei muito feliz em saber que o blog está tendo maior repercussão do que eu imaginava, várias pessoas já vieram falar comigo sobre o tal, com comentários que me deixaram muito feliz!
Então esse post é para essas pessoas, para os novos visitantes e para quem mais vier! :)

Bom, hoje queria abordar um assunto extremamete amplo, que é a linguagem.A maioria das coisas que escreverei aqui foram passadas na aula de teoria 1, que anda dando muito pano pra manga, digo, assunto para post.Essa aula, em especial, me deixou fascinada!Espero que esse pedacinho de conhecimento tenha o mesmo efeito sobre vocês...

A linguagem sempre foi um assunto negligenciado pela história, isso aconteceu porque ela é um aspecto cultural quase visceral dentro das mais diversas culturas; porém com o que podemos chamar de, movimento da "nova história social", ocorre o resgate da importância e do interesse pelos aspectos da vida cotidiana.Dentro dessa nova tendência de pesquisa descobre-se que assim como a linguagem, todos os conceitos e mundos simbólicos são lugar de poder, campo de exercício de hegemonias, processo de continuidade de padrões que DEFINEM,COAGEM,PERMITEM.

O código verbal não é o único sistema de comunicação que existe, estamos inseridos também em outros, como: a moda, a arte, as cores,a fala, as imagens, o som, a gestualidade e a própria linguagem da internet.Podemos receber esses estímulos de comunicação através dos mais diversos canais, como: a visão, o tato, a audição, o olfato, o gosto...

Quando entramos no campo das relações de poder, percebemos, aos poucos, que somos muito inocentes.O poder não é algo que possa segregar tudo e todos em dois grupos : de um lado o grupo dos que têm poder, do outro aqueles que não têm; pelo contrário, as relações de poder são intrínsecas a todos os finos mecanismos do intercâmbio social: as classes, os grupos, as opiniões, os espetáculos, os esportes, as relações familiares, entre outros...
O poder, de fato, nunca perece, é só pensar em expulsá-lo de um lugar que logo, logo ele aparecerá em outro.Isso acontece porque ele está inserido de forma fixa na linguagem.Toda linguagem é classificação e toda classificação é opressiva, pois esteriotipiza, promove o afastamento entre os signos e suas verdade profundas; assim sendo, toda linguagem é fascista!E não progressista e reacionária como se achava.
Quando alguém fala podemos identificar duas vias paradoxais: a do gregarismo da repetição, pois dizer é apenas dispor palavras cujo processo de criação não nos coube, é reconhecer que a autoridade cultural está fora de nós e sujeitar-se a estruturas gramaticais anteriores;e a via da autoridade de asserção, pois tudo que dizemos é afirmação, seja de idéias, opiniões, ideologias...Não é a toa que temos estruturas gramaticais especiais para quando queremos negar ou questionar algo(NÃO/?).
Dessa forma servidão e poder confundem-se no uso da língua.Nessa contexto surge uma pergunta: DE QUE FORMA PODERIA EXISTIR LIBERDADE? E logo podemos concluir que a resposta é: a liberdade plena só pode existir fora da linguagem e para isso temos que trapaceá-la.De forma palpável, concreta, essa liberdade materializa-se no fazer literário, na criação de um tecido textual.É no interior da língua que a serventia que ela própria nos impõe deve ser combatida, desviada; isso pode ser feito através do jogo de palavras, das figuras de linguagem, das entrelinhas...

Podemos concluir assim que a linguagem é extremamente complexa , porém, é com ela que devemos tentar dizer aquilo que é indizível.


Livro do Roland Barthes que aborda o assunto do fazer literario como forma de libertação.

Enjoy :)
Até a próxima!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Twelve angry man"

Olá, bom dia!

Segunda-feira é sempre um ótimo dia para atualizar o blog, uma vez que eu não tenho aula.Bom, o assunto desses dias serão os filmes que eu vi essa semana, uma conjunto incrível de obras!Mas abordarei um de cada vez, pra não deixar que as proposições se tornem vagas...

Comecemos por "12 Homens e uma sentença", cujo título original é "12 Angry man"; o filme é de 1957, teve 4 indicações ao Oscar incluindo o de Melhor filme e conta com a brilhante atuação de atores como Henry Fonda (que também produz o filme, junto com Geogre Justin e Reginaldo Jose), Lee J. Cobb, Ed Marshall, Jackwarden, Martin Balsam, John Fielder, Jack Klugman, Edward Binns, Joseph Sweeney, George Voskovec e Robert Webber.Todos eles dirigidos por Sidney Lumet.A história do filme se passa em um tribunal, mais precisamente na sala do juri; tudo gira em torno do caso no qual um menino de 18 anos é acusado de matar seu pai.Os 12 jurados devem discutir o caso e chegar a um veredicto, de modo a decretar o réu como culpado ou inocente.Inicialmente 11 dos 12 jurados acha que o menino é culpado pelo crime, de fato, as provas ,inicialmente,são muito contundentes, porém, essa decisão leva menos de 10 minutos.O personagem de Henry Fonda não apresenta um motivo concreto para discordar do resto do grupo, porém acha que o destino de um homem que uma vez condenado irá pagar também com sua vida (homicídio, com pena de morte), merecia mais atenção, mais discussão.E dessa forma o filme se desenrola...Através da análise mais precisa e conjunta das provas eles vão descobrindo lacunas na reconstituição do crime; além disso vão desconstruindo preconceitos individuais e a falta de imparcialidade dos jurados.É pré-requesito pra esse tipo de decisão que o veredicto seja unânime, que não haja uma só dúvida razoável; se houver, a decisão deve ser orientada para a inocência.Aos poucos o placar de 11x1 vai virando e acaba 1X11 e depois 12x0 a favor da absolvição do réu.De maneira geral discutem-se assuntos que transcendem a proposta do filme, porque são colocados em jogo preconceitos (uma vez que o réu era de baixa renda), relações familiares(filhos que se foram, maus tratos) e acima de tudo o valor inestimável da vida humana.Espetacular, vejam!



Preparem pipocas e bom sofá para vocês! :)

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Uma boa história, bem contada."

Olá!Depois de um grande período ausente por causa das provas, vou tentar retomar o ritmo das postagens...Quanto as provas, acho que tudo ocorreu bem :)

Hoje, falarei sobre um documentário chamado "Jornalismo Sitiado" que aluguei no fim de semana.Fantástico até o ponto que assisti, estou vendo-o em parcelas, toda vez que tenho uma brecha de tempo!O material é de Eugênio Bucci e Sidnei Basile, profissionais geniais ao meu ver!

O DVD se dá em formato de palestra, com os jornalistas num auditório.Eles discutem as questões mais diversas e fundamentais para a profissão; além de colocarem em pauta também as novas tendências que vem surgindo no âmbito jornalístico.

O primeira a falar é Eugênio Bucci, ele chama a atenção para o momento do jornalismo no qual estamos vivendo, ele o chama de "3°", um momento em que a mídia perde o foco da noticiação, do compromisso com a democracia, da argumentação coletiva,do dever com o cidadão,com a essência da verificação e com o atendimento do direito a informação; para tender para o midiatismo, uma atividade com fins meramente informativos, de entretenimento, opinativo, cheio de achismos.Isso acontece porque a profissão tem sofrido grandes mudanças, quase que "distorções".Antes o jornalista era o "gate keeper" dos fatos, selecionava aquilo que achava ser últil para o público e o publicava.Hoje em dia é diferente, com o advento da internet e das redes de canal aberto, tudo é notícia, em tempo real.É como se a porteira pela qual as notícias passam ao serem selecionadas para publicação tivesse caído...Hoje, se você não decide publicar, outros jornais/revistas/sites/pessoas o farão, pois cada um tem em mãos instrumentos para imediatizar a circulação das informações.Pois bem, dessa forma vemos que o papel do jornalista hoje é outro, ele deve agora ajudar o leitor a tirar dessa massa noticiosa com a qual ele é bombardeado todos os dias, informações que lhe sejam de interesse, lhe sejam úteis no dia-a-dia.

Dialogando diretamente com o título do documentário, Eugênio elenca os quatro principais fatores que, de fato, sitiam (cercam) o jornalismo, são eles:

1)Intolerância a divergência.
2)Tirania da imagem.
3)Espetáculo.
4)Conglemerados:entretenimentos, telecomunicações e també jornalismo.

Depois disso ele retoma, lá no século XIX as origens das atitudes/pensamentos jornalísticos: um momento de mudança da maneira como os valores se organizavam, a Revolução Francesa.Nesse momento da história temos a mudança do poder, que saí das mãos daqueles que tem o "direito divino" para o poder em forma de "árvore", que finca raízes no povo; com o lema : "Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido".Mas antes disso podemos citar também as "Actas Diurnas" na Grécia e os "Publicans" na Inglaterra, com seus livros de registros nos pubs para que os viajantes escrevessem.

Bom, estou num momento meio conflituoso, acho que o "bichinho do jornalismo" me picou, hahaha...veremos, tenho até o 3° período pra me decidir.





Capa do DVD!


Boa noite a todos, espero que gostem do post...Amanhã eu e meu grupo de Cinema gravaremos o curta da matéria de Introdução, acho que vai ser divertido, depois conto dessa aventura...Beijos!Enjoy :)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Viva la Revolucion!

Boa noite! =)

Demorei, mas voltei.Vou aproveitar esse vácuo entre a maratona de trabalhos/provas pra atualizar, pq depois vai complicar.

Hoje apresentamos o trabalho de publicidade, foi realmente muito legal!Apesar de termos terminado bem em cima da hora...Entrevistei crianças de classes sociais diferentes e seus respectivos responsáveis sobre a propaganda infantil; através da apresentação de uma amostra desse tipo de produção fomos fazendo perguntas.Os vídeos de todos os grupos ficaram incríveis, crianças realmente são uma caixinha de surpresas, cada uma mais divertida que a outra.

Bom, o assunto que queria trazer hoje era o "Culture Jamming", a paródia das peças publicitárias.Mais do que uma simples paródia, o culture gira em torno de todo um movimento, que surgiu nos anos 80, em reação a agressividade da publicidade em espaço público.As pessoas queriam reasgatar seus direitos de resposta sobre as peças que nunca pediram p ver,acabar com o canal unilateral que foi construído; queriam de volta o direito de se opor a propriedade de mídia, que era enxergada como uma desvalorização da livre expressão.Os próprios praticantes da arte descrevem suas obras não como uma inversão das mensagens publicitárias, e sim como a radicalização destas.A maneira de se materializar essa arte varia, é, na verdade, uma mistura de grafite, de arte moderna, filosofia punk e readu-made.

Dentro do Culture Jamming existe uma outra corrente, o chamado "détournament", que consiste em uma mensagem arrancado de seu contexto, e dessa forma cria-se um novo significado...Além dessa também temos os "adbusters", instrumento de registro da desaprovação de jovens militantes em relação as multinacionais, que, na sua visão, assediam agressivamente os compradores.Os adeptos dessa, "corrente", lutam contra as idéias do controle corporativo, eles lutam para dissolver essa cultura.

Hoje em dia todas essas reações podem se concretizar de forma muito mais contundente, isso acontece graças a tecnologia gráfica.O que antes era feito de forma amadora, com tinta jet, agora é feito através da computação.

De maneira geral, as empresas não costumas reagir ao "jamming", isso porque acreditam não ser bom p/ marca se envolverem em ações judiciais e coisas do tipo.Outros, conseguem até se beneficiar disso...Um exemplo extremamente real são as camisas que vemos circulando em pessoas pelas ruas, com logos parodiados.Além de gerar o humor, qm vê essas camisas logo é levado a associar com o logo tradicional; e assim, as corporações também introjetaram a brincadeira como uma oportunidade de ressurgir.

Um marco dessas tendências ocorreu no final dos anos 90, quando começaram a se espalhar as propagandas...nos banheiros!Isso feriu de tal forma o senso de privacidade das pessoas, principalmente dos universitários, que aconteceu uma revolução.Por ser um lugar fechado, responder a intromissão era muito simples, simples como sacar canetas e liquid-papers do bolso.Os publicitários responsáveis por essas ações acharam que, como o mercado já era bombardeado com muitos estímulos, mais um não faria diferença; porém o que aconteceu foi a total saturação.Formaram-se assim, mais movimentos anti-corporativos.

É isso, o assunto é bem extenso, mas muito divertido.
Seguem alguns exemplos bens divertidos:





Enjoy!