quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É agora ou ... só na próxima eleição.

Oláá!

Post relâmpago só para ajudar os indecisos e não-esclarecidos sobre os cargos (menos badalados) para os quais vamos votar dia 3 de outubro.Está chegaando!

Achei essa reportagem na Veja São Paulo e achei muito boaa, eficiente e de fácil entendimento.Aí vai:

SENADO
Como é hoje:

81 senadores.
8 anos de mandato.
R$ 16.512,09 de salário (15x por ano).
20 pessoas na equipe de cada parlamentar
.

*O que faz um senador?
Propõe leis e emendas constitucionais, vota a aprovação do orçamento da União e tratados internacionais, fiscaliza as ações do governo e permite a alteração e extinção de cargos.Pode processar e julgar presidentes e ministros, votar a nomeação do diretor do Banco Central, de membros do Tribunal de Contas da União (TCU) e autorizar operações de crédito entre União, estados e municípios.

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*Quem os senadores representam?

As unidadades da federação.Cada estado, bem como o Distrito Federal, elege três representantes, independentemente do tamanho de sua população.

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*Como são eleitos?
Pelo sistema majoritário, em que saem vitoriosos aqueles que obiveram mais votos.A coligação a que pertencem não interfere na soma de votos, ao contrário do que ocorre na eleição de deputados e vereadores.

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*Por que neste ano temos que votar em dois candidatos ao Senado?
Um terço da Casa se renova numa eleição e, quatro anos depois, renovam-se os outros dois terços.Caso o eleitor vote duas vezes no mesmo candidato, terá convertido apenas um voto válido.

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*Para que servem os suplentes?

Eles desempenham função de vice: são eleitos sem que tenham recebido um único voto e assumem o cargo em caso de afastamento, morte ou impedimento do senador.Cada senador tem dois suplentes.Muitos são parentes do candidato ou financiadores da campanha.Por casa do mandato longo, é comum o senador deixar a Casa para assumir uma função no governo ou mesmo outro cargo eletivo.Em médio 62% dos eleitos permanecem os oito anos no posto.

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CÂMARA DOS DEPUTADOS

513 deputados.
4 anos de mandato.
R$ 16.512,09 de salário(15x ao ano).
R@ 27.769,62 é a cota mensal para despesas de gabinete e passagens.
5 a 25 pessoas compõem a aquipe de cada parlamentar.
60.000 é a soma máxima do salário de toda equipe.


*O que faz um deputado federal?
Propõe leis e emendas constitucioansi, vota a aprovação do orçamento da União
e de tratados internacionais, fiscaliza as ações do governo e permite a alteração e a extinção de cargos, assim como os senadores.Também pode autorizar a instauração de processos contra o presidente e ministros.Sua rotina é dividida entre trabalhos nas comissões temáticas, discussões e votações em plenário, além de atendimento nos gabinetes.

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*Quem ele representa?

A população dos estados.Cada unidade da federação tem um número de deputados teoricamente proporcional à sua população.Como o número mínimo é de 8 e o máximo é de se
70, existem graves distorções.

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*Como é a eleição?
Pelo sistema de proporcionalidade.O total de votos recebidos por um partido ou coligação indica quantas cadeiras ele ocupará.Pode ocorrer de um candidato obter pouco votos, mas pertencer a uma coligação bem votada e ser eleito.Também pode acontecer de um candidato que obteve muitos votos, mas pertence a uma coligação que consquistou poucos vagas, não se eleger.

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*Como é calculado o número de vagas de cada coligação?

Primeiro calcula-se o quociente eleitoral, que é o total de votos válidos dividido pelo número de cadeiras daquele estado.Esse resultado é o mínimo de votos necessários que um partido precisa obter para eleger um candidato.Depois, é preciso dividir o total de votos recebidos pelo tal quociente eleitoral.

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*Como os deputados interferem no orçamento?
No fim do ano, o governo envia à Câmara uma proposta de orçamento para os doze meses seguintes.Os deputados podem alterar a previsão de despesas de certas áreas e apresentar emendas, pelas quais reservam uma parte da receita total para projetos de sua autoria.As emendas podem servir como moeda de troca para que o Executivo consiga aprovar projetos considerados importantes.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
94 é o total de deputados estaduais.
4 anos é a duração do mandato.
9.635,40 é o salário + 11.885,40 de ajuda de custo anual.
16 pessoas compõe a aquipe de cada parlamentar.
80.000 é a soma máxima do salário da equipe.
180.000 é a verba do gabinete.


*O que faz um deputado estadual?
Propõe leis e emendas válidas em todo o estado, vota a aprovação do orçamento do governo e fiscaliza ações.Pode decidir sobre o aumento de impostos estaduais, realização de convênios e pedidos de empréstimo.

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*Quem ele representa?
Os cerca de 41 milhões de habitantes do estado.O eleitor pode escolher o candidato que mais lhe agradar, independente do município onde mora.

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*O deputado estadual representa a cidade onde eu moro?
Não necessariamente.Como cada um dos deputados estaduais atua mais fortemente em determinadas regiões de estado, é interessante saber quem são os candidatos que se propõe a trabalhar pela sua cidade.Na urna, porém, não importa que o eleitor more no Rio de Janeiro e opte por um candidato que é forte no interior, por exemplo.Deputados estaduais atuam como mediadores entre prefeituras e estado, negociando apoios e recursos para projetos municipais e transmitindo as demandas dos cidadãos.

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*Como eles são eleitos?
Da mesma forma que os deputados federais, pelo sistema proporcional.

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*Que decisões da Câmara dos Deputados impactaram nosso cotidiano?
A lei Antifumo, que baniu o cigarro de bares, restaurantes, boates e outros locais públicos e cobertor, foi aprovada pelos deputados estaduais.O mesmo ocorreu com a regulamentação do funcionamento das empresas de telemarketing.


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Na hora de escolher os seus votos, procure também:

*Identificar falsas promessas.

*Não relevar a influência do partido.

*Dizer não ao fichas-sujas ( que por enquanto vence na votação do STF para entrar em vigor ainda esse ano).

*Denunciar crimes eleitorais.

*Pensar: novidade é sempre bom?

*Pensar:voto oposicionista ou governista?

*Pesquisar a carreira política dos candidatos.






Eu já decidi meus votos e vocês?Bom...quem sabe assim poderemos acabar com essa sujeirada que vemos todos os dias por aí, não é?!

Boa noite =)

domingo, 12 de setembro de 2010

A revolução não sera televisionada, mas estará nas redes sociais!

Olá! =)

Tá tudo empoeirado por aqui, não?!Bom, entre back ups de computador, sinais baixos de wi fi, falta de tempo e de assunto...estamos de volta!

O assunto do dia é uma BOMBA!Pois é, mas uma bomba interna.O ombudsman da Folha de São Paulo escreveu hoje sobre a repercurssão que a postura do jornal tem dado nas redes sociais, no twitter, mais especificamente.Leiam o texto que atende pelo título de "O ataque dos pássaros" e entendam:

"A FOLHA vem se dedicando a revirar vida e obra de Dilma Roussef.Foi à Bulgária conversar com parentes que nem a candidata conhece, levantou a fase brizolista da ex-ministra, suas convicções teóricas e até uma loja do tipo R$ 1,99 que ela teve com uma parente do Sul.Tudo isso faz sentido, já que Dilma pode se tornar presidente do Brasil já no primeiro escrutínio que disputa.

Mas, no domingo passado, o jornal avançou o sinal ao colocar na manchete "Consumidos de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma".O problema nem era a reportagem, que questionava a falta de iniciativa do Ministério de Minas Energia para mudar uma lei que acabava por beneficiar com desconto na conta de luz que não precisava.

Colocar uma lupa nas questões da candidata do governo é uma excelente iniciativa, mas dar tamanho destaque a um assunto como este não se justifica jornalisticamente.

Foi iniciativa de Dilma criar a tal Tarifa Social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso.É facil mexer com um benefício social? Não, o argumento de que faltava um cadastro de pobres que permitisse identificar apenas os que mereciam a benesse faz muito sentido.Existe alguma suspeita de desvio de verbas? Nada indica.

O lide da reportagem dava um peso indevido ao que se tinha apurado.Dizia que a propaganda eleitoral apresenta a candidata do PT como uma "eficiente gestora", mas que "um erro coloca em xeque essa imagem".Essa tem que ser a conclusão do leitor, não do jornalista.

Uma manchete forçada como a conta de luz, somada a todo o noticiário sobre o escândalo da Receita, desequilibrou a cobertura eleitoral.Dilma está bem à frente nas pesquisas de intenção de voto e isso é suficiente para que se dê mais atenção a ela do que a seu concorrente, mas, há dias, José Serra só aparece na FOLHA para fazer "denúncias".Nada sobre seu governo recente em São Paulo.Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo.

Os leitores perceberam a assimetria.Durante a semana, foram 194 mensagens à ombudsman protestando contra o noticiário, mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul, que reúne pessoas dispostas a dizerem o que pensam em 140 caracteres.Até quinta-feira passada, tinham sido postadas mais de 45 mil mensagens anti-FOLHA.

CRIATIVIDADE

Os internautas inventaram manchetes absurdas sobre a candidata de Lula: "Empresa de Dilma forneceu a antena do iPhone 4", "Dilma disse para Paulo Coelho, há 20 anos: continue a escrever, rapaz, você tem talento!", "Serra lamenta: a Dilma me indicou o Xampu Esperança" e "Errar é humano.Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha".

O movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo, impulsionado, em parte, pela militância política -segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento de campanha do PT na rede.Até o candidato a governador Aloizio Mercadante elogiou quem engrossou o coro contra o jornal.

Mas é um erro pensar que apenas zumbis petitas incitados por lideranças botaram fogo no Twitter.O partido não chegou a esse nível de competência computacional.

Na manada anti-FOLHA, havia muito leitor indignado, gente que não queria perder a piada, além de velhos ressentidos com o jornal.

Não dá para desprezar essa reação e a FOLHA fez isso.Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno.O "Cala Boca Galvão" na Copa virou notícia.No primeiro debate eleitoral on-line, feito por FOLHA/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido "trending topic".Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.

A FOLHA deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes.O apartidarismo -e não ter medo de crítica -sempre foram características preciosas deste jornal."



Eu que tire a foto! hahaha



Aí está.Fique claro que a minha intenção nesse post não é falar sobre política ou influenciar voto de ninguém, até porque não tenho qualificação para isso.Não carrego rótulo de onda vermelha, verde ou de tucano, mas acho importante que todos entendam o poder de repercurssão das redes sociais.

Nós, jovens, não precisamos ficar melancólicos, sedentos por uma utopia tão marcante como a criada pelos que conviveram com a ditadura (quem aí nunca ouviu:"esses jovens de hoje não tem ideologia, não viram Golpe Militar, não tem nada na cabeça!"??); devemos, pelo contrário, entender que a as manifestações hoje em dia se dão por outros meios.Mas de forma alguma desqualifico a manifestação nas ruas dos anos de ferro.

As redes sociais diminuem muito a possibildade de censura e omissão de fatos!Claro que as mídias comerciais só divulgam o que é de interesse próprio, mas devemos nos fazer notar.

Tenho certeza que a descoberta da empresa da Verônica Serra e a reviravolta que ocorreu na madrugada de ontem sobre a Capa da Revista Veja (se quiser saber mais sobre o assunto acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/midia-comercial-ignora-denuncia-envolvendo-filha-de-serra ) enquadram-se como assuntos de interesse público, o que já seria suficiente para apareceram nos jornais, mas nada disso aconteceu.Já nas redes sociais ambos os assuntos tiveram repercurssão, dando origem a tags que estiveram eram os TT´s do Brasil, como o #vejafede.

Antes, se os jornais não publicassem ninguém ficaria sabendo, agora não, se o jornal não publica aquilo que o público quer ver a sua credibilidade vai por água abaixo!Isso se deve em grande parte pela mudança do papel do jornal hoje, ele está aí para complementar, atender demandas do seu target e construir com ele o seu conteúdo; e não só para trazer suítes (o que sabemos em tempo real pelos meios de comunicação instantâneos como internet, rádio e tv).

Vamos usar as redes sociais para além de futilidades, vamos nos fazer ouvir!

Bisus ;*

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dona Nilzete.

Olá! =)

Atualizar o blog tem ficado cada dia mais difícil, falta tempo!Mas vamos lá, hoje trago para vocês um texto que eu fiz na aula de Técnicas da Comunicação I, uma crônica.Esse gênero textual tem como matéria prima bruta temas do cotidiano, memórias, aspectos prosaicos da vida.

"A audição é um sentido que vem tendo suas utilidades transformadas ao longo dos anos.Pensar sobre esse assunto me faz viajar no tempo: talvez porque mesmo com 19 anos eu já tenha vivenciado experiências sonoras muito intensas, como meus 10 anos de ballet clássico.Criada em uma família meio portuguesa meio italiana, como um pedido delivery na pizzaria, cresci em meio a degustações de vinho e festivais de massas, mas nem assim desenvolvi um olfato ou paladar condizentes.Já sobre a visão, não posso afirmar o mesmo, pois tenho memória fotográfica desenvolvida: ela funciona como um "salva-vidas" nas provas, fazendo-me lembrar de fórmulas e anotações em cantos obscuros dos meus cadernos de estudos.Ainda assim, a audição é um canal de percepção que me marcou, e ainda marca muito.

Desde os seis anos, quando minha mãe, meu pai e meu avô íam trabalhar , eu ficava na casa dos meus avós.É desse período da minha história que sinto mais falta, não só porque hoje a minha avó não está mais comigo, mas também porque os sons que fazem parte da minha vizinhança me levam de volta ao tempo em que vivi e aprendi muito com ela.Hoje, a dor da perda se transformou em saudade boa, em alegria de ter tido uma pessoa como ela na minha vida.Alguns dos sons que me marcaram foram: as badaladas do relógio de cuco na sala de jantar, que resistia valente aos relógios digitais da casa; os alto-falantes dos caminhões de frutas, legumes, ferro velho e tudo mais que eles conseguissem vender; as músicas que ela cantava para me fazer dormir; e as tantas outras canções que embalavam nossas peripécias gastronômicas e brincadeiras.

Esses sons que me fazem voltar no tempo são sons afetivos...Hoje tudo é transmitido através de parafernálias auditivas cada vez mais engenhosas.As pessoas na rua insistem em se conectar a estes estranhos aparelhos ,e assim fecham-se em seus mundos, se privando de qualquer possibilidade de diálogo.Como se enfrentar a rotina fosse algo tão maçante que consumisse também a energia para conversar e conhecer novas pessoas no caminho.

Nestas horas me surge a imagem quase perfeita da minha amada avó emitindo seu juízo sobre esses dias de tanta correria e egoísmo: "O que essas pessoas vão contar para seus netos se elas nem ao menos sabem se ouvir?".



Espero que gostem!

domingo, 8 de agosto de 2010

Curta de Introdução ao Cinema PUC RIO 2010.1

Sem tempo p/ elaborar um post digno pessoal!Vejam com carinho a nossa produção, que deu taanto trabalho e rendeu tantas gargalhadas!

http://www.youtube.com/watch?v=N_DeBykUzi4

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ter = Ser

Olá, voltando para tirar a poeira!Final de período é definitivamente complicado...Mas chegaram as férias e vou postar com maior frequência!

Hoje vou falar sobre o "Mito da Publicidade", uma aula que tive na faculdade, muito legal!

De maneira geral, as sociedades tribais equacionam bem produção e consumo, essa relação se dá de forma equilibrada.Já na sociedade de consumo, a nossa sociedade, essa relação acontece de forma diferente: o consumo é subordinado à produção.Isso acontece porque o primeiro tipo de sociedade funciona com base em um sistema de subsistência; já nós, funcionamos com base no comércio, o sistema de geração de excedentes.
É preciso que tenhamos atitudes cientificamente antropológicas no sentido de desnaturalizar a propaganda, entender que o mundo dos anúncios é algo cuidadosamente projetado.Devemos perceber também que o discurso deste tipo de construção tem significação e é o próprio fato social, representa assim um pensamento lógico: o pensamento burguês.
A proposta de uma propaganda, geralmente, é simples: vender, influenciar, aumentar vendas/consumo/lucro, educar e informar.Podemos identificar o profissional dessa área como um vendedor cuja mercadoria é a imagem.Os formatos das peças publicitárias giram em torno de algumas propostas: denunciar a carência da vida real (tudo que se vê no anúncio desperta desejo, pois é aquilo que nos falta ); apresentar mundos idealizados; e por último criar novas necessidades (quantos de nós já não almejaram alguma coisa que nunca pensamos precisar antes?).
Sendo assim, podemos entender a publicidade como mito: uma narrativa que circula em uma sociedade legitimando poderes, mantendo o estado e as ordens pré-estabelecidas e socializando indivíduos
Já o anúncio, pode ser lido como um ritual, no qual o mito é posto em prática.Para tornar a compreensão disso mais fácil, pensem agora nas famílias felizes que tomam o seu farto e saudável café da manhã, todos juntos à mesa, em um dia ensolarado...Em volta da MARGARINA!Pois é, um comercial de margarina é o exemplo mais concreto de ritualização do cotidiano que vem a minha cabeça agora.
Em volta de todo esse trabalho existe também uma aura de magia...Pois a publicidade exerce sobre nós uma atratividade enorme, é como se naquela moldura da narrativa mítica do comercial todas os nossos problemas fossem resolvidos; sendo o grande herói dessa história: o produto.Uma pessoa pode mudar a sua vida se comprar a bebida X, fumar o cigarro Y, vestir a calça Z, usar o perfume A, limpar a casa com o produto B,etc.
A publicidade concretiza então, aquilo que chamamos de :"totemismo"; pois o produto passa a identificar, proteger, resguardar um certo clã, como um totem.No processo de produção o produto passa de algo plural, múltiplo, indistinto e impessoal para algo original, definidor de caráter, único, pessoal e indispensável (tal mudança ocorre quando ele entra no mundo do consumo).Esse produto,então, simboliza algo muito além da sua materialidade, ele representa atitudes, estilos de vida, tipos sociais...Dessa forma, o consumo vai organizando o mundo entre os que têm e os que não têm, os que usam e os que não usam...Vamos nos dividindo de forma passiva, nos deixando distanciar, pois sentimos cada dia mais medo da perigosa abolição de fronteiras entre o mundo do eu e o mundo do outro.Mas fica a pergunta: O que houve com aquilo que somos e aquilo que não somos?



Legenda: "Se o cara que inventou o provador bebesse Skol, ele não seria assim./ Seria assim."

Exemplo emblemático, aqui, vende-se algo além de cerveja, certo?!



post em prol da publicidade do bem =) xo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Entre a cruz e a caldeirinha"

Boa noite!

Bom, hoje toda e qualquer teoria vai por água abaixo.Durante o dia aconteceram tantas coisas que eu tive que vir postar!

Primeiramente vou situar vocês na minha "Brainstorm":

A algum tempo tramita pela política brasileira a decisão sobre a divisão dos royalties do pré-sal.Nessa madrugada, a situalçao sofreu uma virada brusca...

No início da novela tínhamos o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), com a proposta de dividir o dinheiro conseguido com a extração do petróleo do pré-sal igualmente entre os Estados...

Já nesse momento eu me coloco totalmente contra!Vivemos hoje no Golfo do México uma situação que ilustra bem a minha preocupação...Os Estados produtores terão que ter uma reserva gigantesca de dinheiro para tentar garantir a seguridade do meio ambiente; o risco de vazamento existe e com isso a situação pode se tornar catastrófica para Espírito Santo e Rio de Janeiro.É importante ressaltar que mais ou menos dinheiro nunca poderá compensar qualquer desastre ambiental que venha a acontecer, pelo contrário, mas acho também que isso precisa ser melhor estudado.Quem sabe dessa forma podemos evitar que aconteça aqui na nossa porta o que vemos hoje no caso da British Petrolium, essa empresa vai precisar de 20 bilhões de dólares e muitos anos para tentar desfazer tamanho desastre, sem falar no desequilíbrio ambiental causado e na destruição da vida de pessoas que trabalham com atividades pesqueiras e etc...Por isso, devemos nos preocupar desde já, porque não somos somente brasileiros, somos habitantes do mundo!E não podemos aguentar mais tanta destruição...Uma outra questão que entra nesse momento é, já que a federação insiste tanto em Copa 2014, Olimpíadas 2016, de onde vai sair todo esse dinheiro?É senhores políticos, antes vocês tivessem se comprometido somente com a educação e a saúde, agora vão ter que dar satisfação para o mundo todo, não só para um "punhadinho" de subdesenvolvidos nativos...

O segundo momento dessa novela é ainda mais inacreditável: Pedro Simon (PMDB-RS), diz que os Estados produtores não vão perder dinheiro nenhum,pois agora, a União irá ressarcí-los.

Ok, agora fica a dúvida, de onde sairá esse dinheiro?Eles estão comprometendo até o que não tem.Atenção, EUA,nos próximos anos o Brasil pode roubar o seu posto como país com maior dívida externa!

E finalmente, o terceiro momento ocorreu nessa madrugada.Aproveitando a calada da noite e o ritmo pré Copa do Mundo, no qual tudo está meio em suspensão, votou-se a emenda, e adivinhem?Foi aprovada, por 41x28.

Bom, mas esquisito que isso não poderia ficar, não é?

1)Formou-se um mal estar completo que divide a nação.

2)Formou-se uma confusão, uma verdadeira cisão dentro do PMDB, afinal aqueles que começaram toda essa história são "arqui-inimigos" do governador do Rio, Sérgio Cabral, que inclusive já declarou que não irá na reunião com os não-tão-companheiros de partido.

3)O atual presidente, Lula, se vê numa situação no mínimo, difícil, pois ele tem o poder do veto.

SE Lula vetar, ele estará se colocando ao lado da constituição, afinal, o texto da emenda a fere em vários pontos, contendo inclusive quebras de contrato.Porém, ele terá 24 Estados contra ele, digo,contra Dilma, sua candidata a presidência...logo agora, que ela estava subindo nas pesquisas?!ah...

SE Lula não vetar, ele declara-se a favor de todas as obscuridades e irregularidades que essa emenda impôs, além de comprar briga com o querido Estado sede de tanta papagaiada esportiva...

É agora José?Digo...Lula, podia ter segurado os melhores capítulos da novela para depois das eleições, não é?Hahaha...agora te vira malandro!



Os dois lado da moeda...



Esperamos ansiosamente os próximos capítulos se desenrolarem, xo :)

domingo, 6 de junho de 2010

Bonitinha, mas ordinária!

Boa noite!

"Il Trovadore" é uma ópera de Giuseppe Verdi.Essa obra é parte da "trilogia verdiana", que inclui também "Rigolleto" e "La Traviata".O primeira espetáculo aconteceu em Roma, no Teatro Apollo, no ano de 1853, baseado no romance "El Trobador" de Antonio Garia Gutierrez.

Eu fui assistir ontem esse espetáculo no Theatro Municipal o qual, 80.000 folhas de ouro 23 quilates e 900 dias depois do início das obras, ficou pronto, está lindo!

Bom, achei que mais construtivo do que falar sobre a trama da Ópera seria investigar a própria construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.Que começa assim...

O cenário cultural do século XIX era, por si só, efervescente, porém o Rio de Janeiro, como capital do país, ainda não tinha uma casa de espetáculos bem estruturada para comportar as novidades que surgiam.Foi quando em 1894 (5 anos após a Proclamação da República) Arthur Azevedo, autor de peças teatrais, lançou a campanha para construção de uma casa de espetáculos municipal, para servir de palco para sua Companhia de atores(criado nos moldes das comédias francesas).Porém, o resultado dessa campanha foi bem diferente do esperado, o que se conseguiu foi apenas a criação de uma Lei Municipal;lei essa que determinava,inclusive, a cobrança de uma taxa de imposto para o financiamento das obras, sabe-se hoje que essa verba nunca foi usada para tal finalidade...Intrigante não?!
Foi então que os interesses políticos,efervescências republicanas e modismos trouxeram , como uma onda "Belle Èpoque" , o projeto do teatro de volta a vida, no início do século XX.Seguindo os moldes das capitais européias, o então Prefeito da cidade, Pereira Passos, construiu avenidas (Rio Branco), derrubou cortiços (consolidou a periferização) e transformou o Rio de Janeiro em um verdadeiro "Boulevard".
Para a escolha do projeto que viria a dar origem ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro fez-se um concurso, cujo vencedor foi Francisco de Oliveira Passos (filho do prefeito?! ).Contando agora com a colaboração de Albert Guilbert e inspirações na arquitetura da Ópera de Paris ( de Charles Garnier) a obra foi iniciada em 1905.
As primeiras vigas de madeira foram fixadas sobre um lençol freático, e a parte artística ficou a cargo de grandes nomes como Eliseu Visconti,Rodolfo Amoedo e Bernadelli....E finalmente no dia 14/07/1909 ocorreu a inauguração do Theatro.
De 101 anos para cá a estrutura já sofreu vários processos de restauração, devido a infiltrações; necessidade de aumento de capacidade; tecnização de mecanismos;deteriorizações e etc.

Hoje , o que nos resta é aproveitar a construção tão graciosa que é o Theatro para desfrutar das mais variadas e ricas obras culturais, seja a dança, a música...Agora, cá para nós, onde será que foi parar o dinheiro das taxas?E será que o melhor projeto era mesmo o do filho do prefeito?E será que construir em cima de um lençol freático não foi um fator que agravou a deteriorização da estrutura/trouxe degradação ambiental??Bom, essas são questões que não há reforma que responda...


O Theatro nos seus primórdios e o "Boulevard" de Pereira Passos.


Boa noite a todos :)